A agressão do PSTU contra as mulheres do PCO

18/12/2013 06:31

A agressão do PSTU contra as mulheres do PCO

 


Nota: O Texto abaixo foi retirado do site do PCO - O Partido da Causa Operária: http://www.pco.org.br/publicacoes/mulheres/agressao_pstu/inicial.htm



A agressão do PSTU contra as mulheres do PCO

Em defesa das mulheres, em defesa da militância
política revolucionária da mulher

Veja as fotos




O Coletivo de Mulheres do PCO vem a público denunciar os graves acontecimentos ocorridos no 1º de Maio de 2000, envolvendo o Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado.
Como é do conhecimento de todo o ativismo do movimento operário brasileiro, as barracas do PCO foram atacadas e uma delas totalmente destruída por militantes do PSTU durante as comemorações do 1º de Maio, no estádio de Vila Euclides, em São Bernardo do Campo. As fotos retratando o momento do ataque, bem como laudos da polícia técnica e depoimentos podem ser vistos na Internet, através do site do PCO.
Além de agredir mulheres e crianças, os capangas do PSTU demonstraram uma deliberada intenção política na ação, pois procuraram diretamente os dois principais dirigentes nacionais do PCO que estavam presentes ao ato. O presidente nacional do partido, o jornalista e autor de vários livros, Rui Costa Pimenta, estava conversando com a esposa (Anaí Caproni, também dirigente do PCO) e sua filha de 15 anos (Natália Pimenta, militante da Aliança da Juventude Revolucionária - AJR), quando foi atacado por vários agressores. O companheiro apenas não sofreu ferimentos mais graves porque foi socorrido por outros militantes do PCO e retirado do local. Já o vice-presidente do partido, José Luís Feijó Nunes, professor e encabeçador por duas vezes de chapa de oposição na Apeoesp, foi bastante atingido. Nunes, que está sendo perseguido politicamente pelo governo Covas, foi exonerado no início deste ano, embora estivesse sob licença médica por problemas na coluna.
Condenamos a ação do PSTU por esta trazer para o interior do movimento operário os métodos de ação política característicos da burguesia, ou seja, a utilização da repressão e da intimidação física e moral como meio de fazer valer as suas impopulares e anti-operárias opiniões.

Espancamento de mulheres

Não bastasse o reacionário ataque organizado contra os militantes do PCO, quatro membros do PSTU (três foram identificados como sendo Jairo, Mané Bahia e Catatau) atacaram covardemente a companheira Cristine Braga, jogando-a ao chão e chutando-a repetidamente; apenas pararam de agredi-la quando foram agarrados por militantes do PT e do PCO.
Queremos destacar diante de todo o movimento dos trabalhadores e da juventude este fato. A companheira Cristine Braga é analista de sistemas e estudante do curso de Letras da USP. Durante o ato do 1º de Maio, a companheira, junto com diversas professoras, trabalhava em uma das barracas do partido quando foi surpreendida pela violência dos "homens" do PSTU.
A ação do PSTU também deve ser denunciada como uma brutal agressão contra a mulher trabalhadora em geral e sua luta contra a opressão feminina na sociedade burguesa. Em momento nenhum este partido sequer considerou o fato de que o ato do 1º de Maio há muitos anos é uma atividade de confraternização proletária, onde os operários levam suas esposas e onde as militantes em geral levam seus filhos.
Nas barracas do PCO praticamente só havia mulheres e crianças no momento em que foram atacadas pelos "homens" do PSTU. Longe de qualquer preocupação com as mulheres presentes, as companheiras foram agredidas diretamente e o PSTU, posteriormente, responsabilizou-as pelo início da depredação das barracas.

A tradicional explicação: “foi ela quem provocou”

Tentando justificar o injustificável, o PSTU teve o cinismo de dizer que reagiu às agressões de uma de nossas militantes. Disse que "uma militante do PCO agrediu um militante do PSTU com um soco" e que a "mesma militante quebrou garrafas para cortar companheiros nossos...".
Trata-se da tradicional calhordice patronal, muito comum na Justiça e na política burguesa. Quem já não ouviu a famosa frase "foi ela quem provocou", sobre as mulheres espancadas, assassinadas ou nos processos envolvendo estupro? O PSTU imita muito bem, em todas as áreas, os métodos da burguesia para fazer valer os seus interesses, atuando para tentar desmoralizar aqueles a quem ela oprime e explora.
Consideramos a agressão às militantes do núcleo de Mulheres do PCO e, particularmente, à companheira Cristine, como um ataque frontal contra todas as mulheres, na medida em que a agressão física é a maior fonte de opressão e desmoralização contra elas na sociedade capitalista. No entanto, é preciso assinalar que tal conduta de violência contra mulheres militantes é um ataque frontal contra a participação política da mulher. A violência coloca de forma inequívoca um limite para a ação independente das mulheres, uma vez que neste terreno a metade masculina da sociedade poderia submetê-las sem contemplação. Quem duvida da superioridade física de um homem em relação a uma mulher? A defesa da integridade física das mulheres e, portanto, a proibição absoluta da repressão contra elas, é uma condição indispensável para a sua livre participação política e um dever de todos os revolucionários. É impossível à mulher a liberdade individual e, portanto, política, se pesa sobre ela a ameaça da violência masculina.

Uma história de agressões contra militantes revolucionárias

A ação do PSTU por ocasião do 1º de Maio não se constitui em uma ação isolada, mas faz parte de uma prática freqüente nos últimos anos contra as militantes do nosso partido. Nesse sentido, consideramos de fundamental importância levantar uma colocação de princípios sobre o problema, na medida em que qualquer trabalho sério entre as mulheres só será possível pela condenação e pela erradicação da violência contra elas, ainda mais aquelas que lutam contra a opressão da sociedade capitalista.
Os fatos a ilustrar essa afirmação são muitos.
Em 1999, a companheira Rosane Cordeiro, diretora do Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados (Sindados), de Belo Horizonte, levou um soco de um diretor ligado ao PT (Jorge Gomes dos Santos), simplesmente porque discordou de um encaminhamento na pauta.
Em 1996, durante as eleições para a Apeoesp, elementos da Chapa 4 (formada por seguidores do vereador petista Aldo dos Santos e do PSTU) agrediram vários companheiros do PCO, entre eles as professoras Fátima Aparecida Pereira e Alda dos Santos. A companheira Fátima, inclusive, teve o nariz fraturado, tamanha a brutalidade da ação dos "homens" da Chapa 4. O covarde ataque fez com que a então deputada do PT, Marta Suplicy, escrevesse uma declaração de repúdio aos agressores, dentro da própria sede do PT, em São Bernardo do Campo. A agressão foi registrada em fotos, por testemunhas e inquérito policial.
A brutalidade dos "homens' do PSTU neste 1º de Maio, portanto, é mais um fato na triste história de agressões contra companheiras militantes do PCO, uma prática que revela o obscurantismo, o atraso político e, acima de dúvidas, o caráter reacionário destes pseudo militantes revolucionários.

Às mulheres do PSTU

Em qualquer partido que se pretenda revolucionário, uma conduta como essa, de absoluto desrespeito e violência contra a mulher, já seria motivo de julgamento e expulsão dos quadros partidários. Apesar disso, a direção do PSTU não só não condenou a violência de seus "militantes" como defendeu a agressão contra mulheres no 1º de Maio. Em uma nota oficial explica a agressão nos seguintes termos: "um grupo de militantes do PSTU foi até a barraca do PCO questionar esta atitude. Uma militante do PCO agrediu novamente um militante do PSTU com um soco. A mesma militante quebrou garrafas para cortar companheiros nossos. O conflito se generalizou e o grupo do PCO levou a pior no enfrentamento físico". Segundo o PSTU, diante da "violência" de uma mulher do PCO, os "homens" do PSTU tinham o direito de espancá-la brutalmente e destruir tudo que estava em volta. É o tradicional argumento da burguesia contra as mulheres estupradas, espancadas e assassinadas: "É preciso ver o que ela fez".
A direção do PSTU mostra não só que agride mulheres como possui uma ideologia estruturada de defesa da violência contra elas, é claro que só em determinadas situações. Não há uma condenação de princípios contra a utilização destes métodos na luta política envolvendo mulheres, pelo contrário, dependendo do que as mulheres "fizerem" o "conflito pode se generalizar". Quando a companheira Fátima, professora de São Bernardo do Campo, foi espancada, tendo o nariz quebrado, inúmeros "militantes de esquerda" se recusaram a condenar a selvageria contra ela com o argumento de que "é preciso ver o que ela fez". A defesa pública da direção do PSTU da violência contra as companheiras do PCO é mais uma demonstração de que não só a burguesia considera a mulher como uma cidadã de segunda classe, a qual tem seus direitos individuais condicionados à opinião da metade masculina dominante na sociedade.
As militantes do PSTU, na medida em que se calam diante desta selvageria, são cúmplices dela. Aceitam que seu partido cometa qualquer abuso, deixando claro que não defendem a mulher e, em conseqüência, o socialismo. Aceitam tudo em silêncio, ainda que se trate de agressões brutais contra outras mulheres, como a verificada no 1º de Maio deste ano.
Quem se cala diante de tais atrocidades, não tem o direito de falar em nome das mulheres e não tem o direito de falar em nome do programa do trotskismo. Para Leon Troski, um partido revolucionário não é digno deste nome se não for um intransigente defensor das mulheres, dos negros, da juventude. No Programa de Transição da IV Internacional, Trotski dedica um capítulo especial à importância de defender a participação política das mulheres, intitulado "Abrir caminho à mulher trabalhadora". Um dos trechos, bastante educativo, diz o seguinte:
"As organizações oportunistas, pela sua própria natureza, concentram a sua atenção principal nas camadas superiores da classe operária e, por conseguinte, ignoram tanto a juventude como as trabalhadoras. A decadência do capitalismo, no entanto, desfere os golpes mais pesados contra a mulher, tanto como assalariada como dona-de-casa. As seções da IV Internacional devem procurar bases de apoio nas camadas mais exploradas da classe operária e, conseqüentemente, entre as operárias. Encontrarão nela um estoque inesgotável de devoção, altruísmo e disposição de sacrifício."
O capítulo termina dando destaque às reivindicações de "Abaixo a burocracia e o carreirismo! Abrir caminho para a juventude! Abrir caminho para a operária."
Espancar mulheres opõe-se pelo vértice ao programa revolucionário da IV Internacional. Caminha na contramão, portanto, da luta do conjunto da classe operária por uma sociedade socialista, sem a exploração e a opressão do homem pelo homem.
Chamamos as mulheres do PSTU a se posicionar sobre estas questões, até porque lhes dizem respeito diretamente. Ignorar que militantes de seu próprio partido têm na agressão contra mulheres um de seus métodos de ação política traduz-se numa conduta absolutamente contra-revolucionária.

Um chamado às mulheres

O Núcleo de Mulheres do PCO conclama todas as mulheres, independentemente do partido ao qual pertençam, a repudiar veementemente a agressão dos "homens" do PSTU contra suas militantes e, por essa via, condenar toda e qualquer violência contra a mulher, toda e qualquer repressão da mulher militante e ativista. Acima de tudo, se insurgir contra isso significa defender o direito das mulheres participarem da vida política do país sem o temor de terem seu espaço tolhido pela força bruta.


- Não à violência contra as mulheres! Por sua liberdade individual e política!
- Por sua livre participação nos sindicatos, movimentos sociais e partidos políticos!
- Pela igualdade de direitos entre homens e mulheres!
- Em defesa da militância revolucionária da mulher!
- Que os agressores sofram o repúdio da classe trabalhadora e da juventude!

Fonte: http://www.pco.org.br/publicacoes/mulheres/agressao_pstu/declaracao_mulheres.htm

Coletivo de Mulheres do PCO
 

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Na barraca que foi destruída, só havia mulheres e crianças (momentos antes da agressão)

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A tropa de choque do PSTU quebrou todos os
equipamentos da barraca de alimentação e agrediu militantes do PCO

 

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Capangas do PSTU no momento em que destruiam a
barraca (militantes do MST, de boné, tentam contê-los)


 Vejam todos os artigos do Partido da Causa Operária em que eles desmascaram as feministas psicopatas e criminosas do PSTU: http://www.pco.org.br/publicacoes/mulheres/agressao_pstu/inicial.htm

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