Apresentadora alemã de TV lidera revolução antifeminista

02/07/2013 07:39

A mais famosa apresentadora alemã de TV lidera revolução antifeminista

Gudrun Schultz

 

BERLIM, Alemanha, 20 de março de 2007 (LifeSiteNews.com) — Uma importante apresentadora e âncora de noticiário da TV alemã provocou rebuliço em 2006 quando ela confessou que lamentava seus três divórcios, e condenou o aborto, noticiou Die-Tagespost.

Eva Herman publicou seu relato de falhas fatais num estilo de vida voltado para sua carreira profissional num livro best-seller intitulado O Princípio de Eva: Rumo a uma Nova Feminilidade, à venda desde o ano passado. Agora ela publicou um segundo livro, contendo cartas de mulheres que a apóiam em sua decisão de rejeitar a propaganda feminista de realização profissional, noticiou a revista de notícias Der Spiegel.

 

Seu segundo livro, intitulado Prezada Eva Herman, capta as reações de mulheres que confessaram que o sucesso profissional não compensou a perda de uma genuína vida familiar.

“O fato de que venho sendo criticada como traidora das mulheres mostra exatamente o tipo de fascismo feminista que está nos governando hoje”, afirmou certa mulher.

Em O Princípio de Eva, Herman desnudou a questão do aborto como violação da mulher, culpando as leis pró-aborto por minimizar o trauma do aborto como algo tão insignificante como ir ao dentista.

O livro dela se baseia na rejeição às metas feministas de emancipação, sucesso e realização profissional, substituindo-as pelas metas “radicais” do papel de mãe, o trabalho no próprio lar e o marido.

“Vamos dizer alto e claro” escreveu Herman. “Nós mulheres estamos sobrecarregadas — porque deixamos que nos seduzissem facilmente com oportunidades profissionais”.

Os livros de Herman são parte de uma nova onde de antifeminismo na Alemanha, relatou Der Spiegel, com números crescentes de mulheres profissionais rejeitando a ambição feminista de sucesso profissional em favor de uma volta à vida familiar e ao papel de mãe.

Herman incentivou as mulheres a abandonar os ambientes de trabalho profissional para entrar no “mundo colorido dos filhos” e descobrir seu “destino de criar o ambiente do lar”.

As reações das feministas aos livros de Herman foram extremamente radicais: elas se enfureceram ao perceber que alguém que era parte do movimento feminista agora as está traindo. Outras mulheres viram como alívio as confissões de Herman.

Com o índice de natalidade mais baixo da Europa, de apenas 1 filho por mulher, a crise reprodutiva da Alemanha mostra o que o feminismo vem fazendo com as famílias alemãs. Apesar da iniciativa do governo alemão de incentivar e recompensar financeiramente as mulheres que tiverem mais filhos, o índice de natalidade continua muito baixo.