As mulheres são mais honestas?

08/09/2013 16:20

As mulheres são mais honestas?

 

As mulheres são mais honestas?

Por  G1
 
 
 
O governo Dilma insinua que sim. O Banco Mundial concorda.

Mas o que dizer de casos como a ex-prefeita de Magé, cassada por corrupção?
 
À BEIRA DE UM ATAQUE DE NERVOS A ex-prefeita de Magé, Núbia  Cozzolino, é contida durante um tumulto no centro da cidade. Ela foi cassada por desvio de recursos públicos  (Foto: Cléber Júnior/Extra/Ag. O Globo)


Durante milênios as mulheres foram seres essencialmente domésticos. A maior parte do pensamento político considerava não apenas desejável, mas natural que assim fosse. À mulher cabia o espaço da casa e o dever de ser governada pelo homem, escreveu o filósofo grego Aristóteles em sua obra clássica A política. Dois mil anos depois, o teórico político Jean-Jacques Rousseau, ideólogo da Revolução Francesa e um progressista para sua época, manteve as mulheres na cozinha. Elas, para Rousseau, eram templos do afeto, dos cuidados com os outros, das emoções e do desejo e, por isso mesmo, jamais teriam a imparcialidade necessária para tomar parte nos debates públicos. Nos últimos anos, porém, organismos internacionais – como o Banco Mundial e a Organização das Nações Unidas – e diversos pesquisadores ao redor do mundo concluíram que Aristóteles e Rousseau estavam mais do que errados. Suas pesquisas sustentam que justamente por ter sido responsáveis pela economia e pelos cuidados domésticos ao longo de séculos, as mulheres são capazes de fazer governos menos corruptos do que os homens.
Com o governo da primeira mulher, Dilma Rousseff, eleita presidente do Brasil, essa discussão desembarcou no país. Em oito meses de governo, Dilma substituiu quatro ministros. Três deles foram alvejados por denúncias de corrupção e de enriquecimento ilícito. Suas ações de expurgo, diferentes daquelas vistas nos governos de seus antecessores homens, ganharam o epíteto de faxina – em óbvia referência aos afazeres domésticos. Ela não se fez de rogada. Adotou o nome e tentou afastar a crise. E nisso não fez nada de novo, diriam os pesquisadores da relação entre gênero e política. “Em todo o mundo, mulheres líderes frequentemente tentam afastar desconfianças e críticas em relação a seu gênero, assegurando que seus interesses em política são os de uma mãe, uma guardiã, a cuidadora de uma nação”, escreve Anne Marie Goetz, da Universidade de Sussex, no Reino Unido, em seu artigo “Faxineiras políticas: como as mulheres são a nova força anticorrupção. Há evidência disso?”.

Afinal, é possível dizer que as mulheres sejam mais honestas e cuidadosas com o interesse público do que os homens no governo? Um estudo levado a cabo pelo Banco Mundial, em 1999, deu força a essa hipótese. Ao cruzar o porcentual de mulheres no Parlamento com o índice de corrupção de cada país, o estudo revelou que, quanto maior a quantidade de mulheres no governo, menor a quantidade de corrupção. “Isso sugere que as mulheres tendem menos a sacrificar o bem comum em favor de seu ganho pessoal”, afirmaram os pesquisadores, em seu relatório final. Outro estudo, publicado pelo Journal of Development Economics, em 2001, corroborou os achados do Banco Mundial. De acordo com a pesquisa, as mulheres são menos propensas a perdoar a corrupção. Nos negócios, elas dão menos propinas que os homens. A esses se seguiram outros estudos que também atribuíam maior honestidade às mulheres. As explicações são múltiplas e polêmicas. Há aqueles que afirmam que as mulheres são naturalmente menos egoístas que os homens por sua capacidade de parir. Outro argumento é que meninas são educadas para cuidar e servir os outros, enquanto meninos são estimulados a competir e buscar sua própria satisfação. Por isso, elas seriam melhores governantes. Em ambos os casos, haveria uma ética feminina, diferente da masculina, cuja aplicação na política seria extremamente vantajosa para a sociedade. Outra explicação é institucional: como ainda não conhecem a máquina burocrática em detalhes, as mulheres não disporiam de mecanismos de corrupção. Por essa perspectiva, seria preciso avaliar as mulheres novamente, quando elas já fossem peças mais gastas na engrenagem política. E há, por fim, aqueles que enxergam nas mulheres uma honestidade proveniente de uma consciência de classe, ou melhor, de gênero. Por ser as maiores vítimas da corrupção – já que o desvio de recursos costuma afetar áreas essenciais a seu bem-estar, como a saúde e a educação –, as mulheres, uma vez no poder, evitariam prejudicar suas eleitoras.
Os estudos geraram consequências para além das arcadas da academia. Passou a ser politicamente correto criar cotas para a representação de mulheres na política (que no Brasil existem desde 1997) e incrementar o número de mulheres empregadas na máquina pública. No Peru, a crença na honestidade feminina levou o governo, em 2009, a colocar apenas mulheres no posto de guardas de trânsito. Pega bem para os governos apoiar-se nas mulheres para demonstrar seus bons propósitos. Quando era candidata, Dilma lançou mão da visão convencional do universo feminino. Assumiu a identidade de “mãe” do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Seu marqueteiro, João Santana, explicou como usou “o espaço metafórico da cadeira da rainha” para polir a imagem de Dilma. A linha foi mantida durante o governo. A ministra da Casa Civil de Dilma, Gleisi Hoffmann, em entrevista publicada há um mês em ÉPOCA, sugere que as mulheres têm mais atenção e responsabilidade no governo: “Os homens dizem que nos preocupamos muito com os detalhes. Essa é uma avaliação crítica recorrente, inclusive que alguns fazem à própria presidente. Dizem que a gente fica muito preocupada com detalhe e que temos de pensar no macro. Só que o diabo mora nos detalhes. Se dedicar para que a coisa dê certo desde o início até o final, cuidando, acompanhando, é uma característica das mulheres. Não tenho dúvida de que isso vai fazer uma diferença na vida pública do país”.
Mas vários elementos levantam dúvidas sobre a validade dessas conclusões. Ao dizer que o menor grau de corrupção se deve à maior presença das mulheres, os pesquisadores talvez tenham incorrido no clássico erro de tomar o sintoma pela doença. Novos estudos mostraram que os países onde havia maior número de mulheres no governo e menor corrupção eram também aqueles que, não por coincidência, tinham os melhores e mais operantes instrumentos de controle e fiscalização e maior participação popular. Mais mulheres no poder e menos corrupção seriam dois resultados de uma democracia mais plena.
Outro erro de diagnóstico das pesquisas que apregoam a honestidade feminina estaria na suposição de que as mulheres formam um grupo homogêneo, cuja experiência de vida e de educação se baseia nos cuidados com os demais. “Você consegue imaginar a Dilma, a Marta Suplicy ou a Roseana Sarney lavando a louça, de avental, em casa?”, diz o cientista político Hilton Fernandes, da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo. “Cada uma tem uma trajetória distinta da outra e um perfil muito distante desse da dona de casa.” Nem é preciso ir aos porões da imaginação para entender a fragilidade da generalização da honestidade feminina. Basta ver o exemplo da deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF), flagrada embolsando dinheiro de caixa dois, ou o caso de Magé, no Rio de Janeiro. A ex-prefeita da cidade, Núbia Cozzolino, foi cassada por denúncias de desvio de dinheiro público, abuso de poder político e formação de quadrilha. Afastada da prefeitura, em agosto deste ano, ela tentou apagar informações públicas dos computadores da administração que a comprometiam. E se envolveu em confusão com eleitores que queriam agredi-la em praça pública. Núbia deixou de ser prefeita, mas não deixou de ser mulher.
 



Segundo Fátima Pacheco Jordão, há ainda outros fatores que deverão, nas próximas eleições, favorecer as mulheres:
"O desencanto com as representações políticas dominadas pelos homens, o fato dos eleitores acreditarem que, em política, as mulheres são mais honestas do que os homens (48% dos 1.000 entrevistados acreditam nisso) e, finalmente – talvez o dado mais importante –, as eleições de 2008 são para cargos considerados menos importantes: vereadores e prefeitos."

 Política // Rio Grande do Norte

Governadora potiguar é condenada novamente por improbidade administrativa

Publicado em 02.09.2013, às 17h01

 
 
 

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Ação movida pelo Ministério Público remete à gestão de Rosalba Ciarlini, quando ela foi prefeita de Mossoró, no interior do Estado.
Foto: Divulgação/Elisa Elsie

Kívia Soares Do NE10/Rio Grande do Norte
A governadora do Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini (DEM), foi condenada mais uma vez por improbidade administrativa pelo período que esteve como prefeita de Mossoró (2001-2004), segunda cidade mais importante do Estado e distante 285 km da capital. Desta vez, o motivo foi a autorização do uso da máquina pública para executar obras de melhoria num parque de vaquejada particular no município de Baraúna.
Na primeira ação de improbidade, também em 2013, Rosalba foi condenada por autopromoção em propaganda institucional. Segundo informações do Ministério Público Estadual (MPE), responsável por mover a Ação Cívil Pública, também foram condenados o ex-gerente de Infraestrutura, Yuri Tasso Duarte Queiroz Pinto e o proprietário do parque. A sentença foi do juiz Airton Pinheiro, por intermédio da 7ª Promotoria de Justiça da Comarca de Mossoró,que tramitou junto à Vara da Fazenda Pública.
Ainda de acordo com o MPE, a ex-prefeita de Mossoró e atual chefe do Executivo potiguar e seu ex-assessor foram condenados "por autorizar diretamente o uso de caminhões caçamba, tratores, perfuratriz, combustível e mão-de-obra da Prefeitura de Mossoró para a execução do serviço no referido parque". Já o proprietário, por ter obtido "benefício direto decorrente de uma prática ilegal".
Rosalba Ciarlini terá que ressarcir integralmente os danos causados ao erário de Mossoró, bem como pagar multa equivalente a duas vezes o valor do prejuízo. O ex-gerente executivo, Yuri Tasso, e o proprietário do parque também foram condenados ao ressarcimento dos valores. 


 

Governo Yeda Crusius,um fiasco nacional

Yeda Crusius (PSDB) é a única governadora reprovada por mais da metade da população do respectivo estado entre todos os governadores avaliados pelo Datafolha até hoje, informa a pesquisa do instituto divulgada nesta quarta-feira. Seguindo a tendência das últimas pesquisas divulgadas sobre o desempenho do governo tucano no Rio Grande do Sul, a avaliação de Yeda segue despencando.
Mais da metade dos gaúchos (57%) acredita na existência de casos de corrupção no governo. Entre aqueles que acreditam haver casos de corrupção, 70% defendem o impeachment de Yeda. A administração de Yeda é avaliada como ruim ou péssima por 51%. É a maior reprovação a um governador já registrada pelo Datafolha. Yeda não tem aprovação em nenhuma faixa. Em todas os segmentos pesquisados o índice de ruim e péssimo é maior que o de ótimo e bom.
Essa avaliação reflete-se também na pesquisa para a sucessão estadual, onde Yeda aparece empatada com o deputado federal Beto Albuquerque (PSB). O ministro da Justiça, Tarso Genro (PT) lidera a disputa pelo governo gaúcho com 34% das intenções de voto, seguido por José Fogaça (PMDB), com 28. Yeda Crusius aparece só em terceiro lugar, com 7%. No cenário onde o candidato do PMDB é o ex-governador Germano Rigotto, o percentual de Tarso sobe para 38%, contra 18% do peemedebista. Yeda segue com 7%.
Em resumo, a avaliação do governo Yeda é um fiasco. Como foi dito em um tópico anterior, se o governo do Estado aplicar para a governadora os critérios de avaliação que pretende implantar para os servidores, ela deveria ter redução de salário.

Dia do Basta à Corrupção em São Luís exige cassação de Roseana Sarney

Movimento exige a cassação da governadora Roseana Sarney por abuso de poder político e econômico na eleição de 2010.

Por Júnior Lima com edição de Hilton Franco

Protesto do Dia do Basta em São Luís. Foto:Tauri Formiga
Ocorreu na tarde de sábado (20)  em São Luís, a manifestação “Dia do Basta à Corrupção” –  movimento apartidário nacional que nasceu nas redes sociais que luta pelo fim da corrupção no Brasil.
A concentração dos manifestantes aconteceu na praça Maria Aragão. Com faixas e cartazes percorreram a avenida Beira Mar e foram até o Palácio dos Leões, sede do governo, onde deixaram um caloroso recado à governadora Roseana Sarney. Em seguida foram até o Tribunal de Justiça  exigir a convocação dos aprovados no último concurso do TJ.
Durante o percurso pelas ruas do Centro de São Luís  debaixo de chuva, os manifestantes reivindicaram a criação do voto parlamentar livre, a transformação da corrupção como crime hediondo, fim do foro privilegiado, derrubada da PEC 37 e a cassação da governadora Roseana Sarney.
Coincidência ou não a manifestação ocorreu três dias antes da visita do chefe (José Dirceu) de uma das maiores organizações criminosas que o Brasil já viu – a quadrilha do mensalão, que já foi julgada e condenada pelo STF.
O ato foi encerrado na praça Maria Aragão com uma palestra de um representante do Ministério Público abordando a PEC 37 e  shows de Madame Caos, Cangaço Ataque, Emílio Sagaz, Marcos Magah, Bruna Marcelly, entre outras.

Meus comentários: Eu poderia continuar citando muitos outros exemplos de mulheres corruptas, ladras, mentirosas, estupradoras, pedófilas, mas se eu fosse fazer isso, este post não teria mais fim nunca. Então, para finalizar, eu deixo a vocês uma reflexão que está na descrição de uma Comunidade do Orkut intitulada: "MULHER É HONESTA":
A politíca no BRASIL, é brincadeira! E se não houver uma mudança radical,o PAÌS cairá
num fôço e não tera saida. Nós (Homens) temos que reconhecer e aceitar as mudanças.
A única saida é apostar-mos nas mulheres.
As mulheres são mais honestas que os homens.
Mulher è, mais inteligente,mais humana,tem mais
visão do perigo e mais criativa.
De vereadores a ministros que envolve em falcatruas 99% são homens.Por isso eu acho que temos que entregar o poder as mulheres.Em todos os setores publícos.
Se a mulher assumir o poder o BRASIL será salvo, caso contrario estaremos perdidos.(MULHER SOLUÇÂO PRO BRASIL)

 
 E você caro leitor, o que pensa sobre esse assunto? Deixe seus comentários.