Desigualdades e preconceitos enfrentados pelos homens atualmente

10/06/2013 12:48

Desigualdades e preconceitos enfrentados pelos homens atualmente

 

Desigualdades

Esta é uma pequena lista das desigualdades e preconceitos enfrentados pelos homens atualmente:
Diferenças de tratamento por parte do Estado

  • Tribunais de todo o mundo privilegiam as mulheres quando há disputas pela guarda dos filhos de casais separados. Os masculinistas querem o uso de critérios mais igualitários e a adoção, sempre que possível, da guarda compartilhada.
  • Há leis específicas que tomam conta das necessidades femininas sem levar em conta necessidades correspondentes masculinas. Uma destas leis é a Maria da Penha que protege as mulheres em casos de violência doméstica, mas se uma mulher cometer os mesmos crimes contra um homem a lei não se aplicará a ela. Os masculinistas acreditam que a violência doméstica deve ser combatida com severidade, mas que ambos os sexos sejam protegidos pelas leis.
  • Preconceito contra homens no sistema judiciário, que recebem penas mais longas pelos mesmos tipos de crimes.
  • Diversos países condenam à cadeia os homens que não têm condições de cuidar economicamente dos próprios filhos. A mesma medida não é tomada relativamente às mulheres.

Educação


  • Em diversos países, inclusive no Brasil, observa-se que homens são obrigados a abandonar os estudos mais cedo que as mulheres por conta da manutenção da ideia de que é do homem a obrigação de sustento da família. Entretanto não há políticas públicas no sentido de anular este efeito.

Emprego


  • Em diversas ocupações os critérios de admissão são mais rígidos para os homens, como nas carreiras militares. Os masculinistas acreditam que exigir maior capacidade física de homens que de mulheres espera-se que eles trabalhem mais para receberem o mesmo salário.
  • Há desigualdade entre as licenças por paternidade e maternidade.
  • Muitos empregos são majoritariamente masculinos, como motorista e bombeiro, feministas sempre trataram este fenômeno como preconceito de gênero e lutam para derrubá-lo, por outro lado muitos empregos são majoritariamente (ou quase exclusivamente) ocupados por mulheres, como auxiliar de enfermagem ou professora primária. Mas não se tem por discriminatório o segundo grupo, mesmo que o mercado de trabalho rejeite candidatos homens para estas ocupações.
  • Dados de um relatório americano de 1994 demonstraram que 94% das fatalidades em trabalhos ocorreram aos homens. O masculinista Warren Farrell argumentou que os homens são normalmente confinados em trabalhos perigosos, sujos e fisicamente exigentes de uma maneira desproporcional e injustificada.

Saúde


  • Por diversos motivos (sobretudo pelo fato de trabalharem em média 25% mais semanalmente que as mulheres e terem menos tempo livre) os homens buscam menos assistência médica que as mulheres. De modo contraditório a maioria dos programas de conscientização sobre questões de saúde e de popularização de métodos diagnóstico/terapêuticos se destinam ao público feminino (como câncer de mama, de útero, etc) enquanto o câncer de próstata (que atinge 1/6 dos homens) que possui um índice de mortes muito maior, é pouco ou nada divulgado.

Sociedade


  • Falta de defesa do direito dos homens; maior número de programas sociais destinados às mulheres que aos homens.
  • Órgãos governamentais destinados à atenção feminina sem equivalentes masculinos.
  • Idéias sexistas que privilegiam as mulheres (as mulheres são as primeiras a ser resgatadas em um acidente, os homens pagam as contas do restaurante em um encontro, etc.) se mantém ativas e intactas.
  • Falta de normas penais contra mulheres que acusam falsamente um homem da paternidade de seus filhos, esperando obter vantagens com isso.

Violência


  • Os homens são obrigados a arriscarem sua vida no serviço militar obrigatório.
  • A circuncisão (considerada como uma tradição inofensiva por alguns, e como mutilação dos genitais masculinos por outros) sendo defendida enquanto a mutilação genital feminina é proibida.
  • Na cultura popular, o sexo entre um garoto coagido por uma mulher mais velha é geralmente considerado como irrelevante – a revista Time observou que o assunto é “tratado com uma piscada” – embora esta forma de molestação infantil possa causar sérias repercussões na vítima masculina, incluindo transtornos mentais.
  • Controvérsias com relação à leis que criminalizam o estupro de homens quando perpetrados por mulheres, e não são aplicadas devidamente. Uma pesquisa mostra que quando os homens são estuprados (ou por mulheres ou outros homens), os estupradores utilizarão as respostas não-naturais dos seus corpos – como ereções, sensações de tontura, ejaculação, etc. – para fazer com que as vítimas acreditem que na verdade “queriam aquilo”. A psicóloga Helen Smith declarou que:
A nossa sociedade envergonha os homens que são abusados por mulheres da mesma forma que envergonhou e culpou as mulheres vários anos atrás que foram abusadas por homens. Nenhuma dessas estratégias é boa para uma sociedade que se propõe a promover a justiça e a equidade.
  • Os responsáveis condicionam desde cedo os meninos a papéis agressivos e as meninas a papéis protetores (por exemplo, soldados de chumbo para eles e bonecas de pano para elas).
  • É dado mais relevância às descrições de violência contra mulheres (por exemplo, o clichê “não se bate nem com uma rosa”). Na mídia e em outros veículos (veja a controvérsia do slogan publicitário “Garotos são estúpidos, joguem pedras neles!”), a violência contra os homens é minimizada e tratada como piada, desconsiderando-se que mulheres também são violentas.
  • Há um entendimento coletivo, que permeia inclusive o judiciário e os meios acadêmicos de que as mulheres são vítimas a priori e incapazes de cometer um ato criminoso por vontade e ação própria. Esta imagem coletiva se reflete em penas menores para as mulheres.
  • Homens vítimas de violência doméstica sofrem das mesmas dificuldades que as mulheres vítimas de violência doméstica (vergonha de se expor, discriminação por parte da sociedade, descaso dos quadros policiais e judiciários quando se queixam) porém não contam com nenhuma rede destinada a facilitar sua atenção.

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