Garotas "inventaram" estupro coletivo, diz Polícia

28/06/2016 18:08

Um estupro coletivo inventado por duas adolescentes. Essa é a conclusão da Polícia Civil de Minas Gerais sobre uma denúncia de crime sexual feita pela mãe de uma menina da cidade de Machado (a 378 km de Belo Horizonte), informou o portal UOL.

Duas garotas, de 14 e 15 anos, alegaram que foram dopadas e estupradas por mais de 20 homens no último final de semana (18 e 19 de junho). "Em um primeiro momento, as jovens alegaram terem sido estupradas por 24 homens durante uma festa. Na sequência, seis dos apontados como responsáveis, todos menores, foram apreendidos e interrogados. Todos eles disseram que uma delas teria mantido relação sexual consensual com três deles", disse o delegado Juliano Lago.

As garotas chegaram a listar para a polícia o nome de 24 pessoas como responsáveis pelo crime, seis jovens chegaram a ser detidos por causa da denúncia e ainda houve um tiroteio nas buscas pelos suspeitos.

Após conversar com os garotos, Lago diz que percebeu incoerências nos depoimentos das meninas. "Como os depoimentos deles foram bastante coerentes, resolvemos confrontar as supostas vítimas com as informações e elas acabaram confessando que o estupro coletivo não aconteceu. Era tudo mentira."

Segundo o delegado, exames periciais colhidos nas jovens também acabaram por fortalecer os indícios de que a denúncia foi "inventada". Apesar dos sinais de relação sexual recente em uma das garotas, não havia marcas de lesões corporais. 
A motivação da mentira, no entanto, surpreendeu os policiais. "As adolescentes confessaram que têm amigos em uma gangue da cidade. Teriam criado a história na tentativa de incriminar membros de uma gangue rival."

As mães das envolvidas alegaram nesta segunda-feira (27)  que também foram vítimas da farsa das filhas, de acordo com o delegado Lago. O policial informa que as duas garotas serão investigadas pelo crime análogo à denunciação caluniosa, previsto no artigo 339 do Código Penal. podendo ser punidas com medidas socioeducativas. Também serão encaminhadas pelo Conselho Tutelar para tratamento psicológico.

(Com informações do portal UOL)

Fonte: http://www.diarioonline.com.br/noticias/brasil/noticia-372582-.html