Lésbica mata mulher que se recusou a "namorá-la"

31/07/2013 18:31

Acusada conta como matou amiga com ajuda de colega em Goiás

RIO - Uma adolescente, de 17 anos, relata, na prisão, como teria assassinado a facadas a própria amiga por razões passionais. A vítima, a universitária Bianca Mantelle Pazinatto, de 18 anos, teria se recusado a manter um relacionamento amoroso com a jovem. Outra colega, de 16 anos, também estaria envolvida no crime. O corpo de Bianca foi encontrado embrulhado em sacos plásticos na da casa de uma das duas suspeitas, nessa segunda-feira, dia 29, na cidade de Jataí, em Goiás.

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- Foi aquela história: se não vai ficar comigo, não vai ficar com mais ninguém. Pensamos que fosse um filme - conta a réu confessa sobre a ação com colega, em entrevista à TV Anhanguera. - Ela [Bianca] estava se debatendo muito, tentando gritar e tal. Ficou muito desesperada, e eu fiquei muito, muito nervosa. Aí, falamos: "não tem outro jeito".

De acordo com o delegado que investiga o caso, André Fernandes, a polícia reuniu provas as quais reforçam que o assassinato teria sido premeditado. Um caderno achado apresenta um possível roteiro para o crime, com nomes de objetos como "faca" e "barra de ferro", além de anotações como "Pega tudo e põe no saco. Ir para Estrela Dalva e queimar. Carregamos a infeliz até o local e queimamos". A adolescente de 17 anos afirma que não houve planejamento, mas o crime teria sido arquitetado com cuidados como não ligar a televisão e cobrir a placa do carro.

- As anotações foram feitas na hora, sem pensar muito, simplesmente saíram. Minha colega estava junto comigo e escrevemos. Não pensávamos no outro dia - explica a adolescente que assumiu a culpa.

A menina de 17 anos teria escrito uma carta na qual declara seu amor a Bianca Pazinatto. A acusada do crime diz que, então, chamou a amiga para conversar depois da aula na faculdade. Bianca teria aceitado o convite.

- Eu fui, saí, abri o portão, fechei. Ela entrou. Eu entrei na frente, passei. Ela foi indo logo atrás de mim. A partir do momento que ela passou por um quarto do lado direito, minha colega foi e a segurou. Eu só tampei a boca dela, e a minha colega continuou segurando, a levou para o quarto. Eu amarrei as mãos, os pés - detalha a réu confessa.

O corpo de Bianca Mantelle Pazinatto foi sepultado na manhã dessa terça-feira, dia 30, com presença de amigos e familiares, que estão transtornados com o acontecimento. Ela cursava Biomedicina na Universidade Federal de Goiás, na capital do estado, porém, segundo amigos, Bianca teria voltado a Jataí para ficar mais próxima da família.