Madrasta é presa por ser suspeita de matar criança asfixiada no ES

15/07/2015 19:38
A madrasta de Samuel Macedo Neves, de três anos, que morreu na casa do pai, em Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo, foi presa na madrugada desta segunda-feira (6) suspeita de matar a criança.
O laudo do Departamento Médico Legal (DML) apontou que a criança morreu por asfixia e não por afogamento como havia relatado a madrasta.
O pai do menino, Eliú Rosa Neves, havia informado à polícia que Samuel foi encontrado no sábado (4), pela madrasta, com a cabeça dentro de um balde com água.
Ele foi levado às pressas para o Hospital Infantil da cidade, mas faleceu antes de ser atendido pelos médicos.
Polícia 
Nesta segunda-feira (6), a Polícia Civil informou que a madrasta, Juliana Vicente Pereira, de 25 anos, foi detida pelo plantão da 7º Delegacia Regional de Cachoeiro de Itapemirim, em cumprimento ao mandado de prisão temporária pela provocação voluntária da morte do menino.
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O delegado Guilherme Eugênio vai ouvir a madrasta e, por isso, ainda não foi definido se a autuação será por lesão corporal seguida de morte ou por homicídio.
A polícia disse ainda que pelo fato da justiça ter acatado o pedido de prisão, ela será encaminhada para Unidade Prisional Provisória de Cachoeiro. A polícia ainda não informou como o menino foi morto.
corpo da criança foi velado na manhã desta segunda-feira, na capela mortuária de Atílio Vivacqua, na região Sul do espírito santo (Foto: Emilly Maitan/ TV Gazeta)
Corpo da criança foi velado na manhã desta
segunda-feira (Foto: Emilly Maitan/ TV Gazeta)
Mãe
A mãe disse que não acreditava na versão contada pelo pai e ressaltou que, no hospital, o filho parecia ter sido espancado. “Eu o vi no hospital e estava cheio de marcas, com a boca cortada, parecia que tinha sido mordido. Estava branco como se estivesse morto há muito tempo”, falou Lorena.
O corpo da criança foi velado na manhã desta segunda-feira, na capela mortuária de Atílio Vivacqua, na região Sul do estado.
Morte
A mãe da criança contou que ficou sabendo da morte do filho por telefone. Segundo Lorena, o menino sempre voltava da casa do pai com marcas de agressão pelo corpo.
“Por isso que ele não estava indo. Fui até chamada na creche para saber o que estava acontecendo. Então, procurei o conselho tutelar. Foi só levar e nunca mais voltar, voltar morto” desabafou a mãe.
Para o avô da criança, Cristiano de Souza Neves, o conselho tutelar foi negligente. “Eu alertei as autoridades. Pedi, pelo amor de Deus, que não deixasse chegar perto do meu neto. Hoje, ele está morto. Uma criança de três anos de idade, um futuro pela frente. Quero que o conselho seja investigado pelo Ministério Público”, afirmou.
 
 

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