O Diário Secreto de Albert Speer na prisão

27/10/2013 14:55
27/10/2013 às 15h24

O Diário Secreto de Albert Speer na prisão

 

 

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Há vários anos atrás eu achei um livro que a minha mãe havia comprado nos anos 70: Spandau: O Diário Secreto de Albert Speer na prisão. Era um livro grosso, creio que tinha mais de 1000 páginas, mas mesmo assim eu o li inteiro. Albert Speer foi o arquiteto pessoal de Adolf Hitler e, durante a Segunda Guerra Mundial, foi o Ministro dos Armamentos do Reich. Ele era um homem decente, honesto e muito competente e conseguiu aumentar em várias vezes a produção de armamentos para o seu país, durante o esforço de guerra. Ao contrário de outros lideres nazistas, Speer não era um ideólogo e nem um fanático. Ele simplesmente era um homem competente, que os nazistas contrataram para fazer um serviço. Depois do fim da Segunda Guerra Mundial, Albert Speer e vários outros líderes nazistas foram julgados pelos Aliados no Tribunal de Nuremberg, pelos crimes de guerra. Vários dos colegas de Speer foram condenados à pena de morte por enforcamento, como o Marechal Goering, que preferiu se suicidar com uma cápsula de cianureto horas antes de sua execução. Mas Speer pegou 20 anos de prisão, porque até os juizes viram que ele não era um nazista, ele só foi um burocrata competente, que os nazistas contrataram para fazer um serviço. Então, Speer foi levado para a prisão de Spandau, onde passaria a cumprir a sua pena de 20 anos. Para passar o tempo e manter a sua sanidade mental, ele começou a escrever um diário secreto – já que os presos eram proibidos de escrever – onde ele contava as suas memórias, alguns episódios que ele teve com Hitler e outros membros do partido, a situação da comida na prisão, falava dos planos que ele e Hitler fizeram para construir Germânia, que seria a capital do mundo. Ele escrevia o diário dele em qualquer pedaço de papel que encontrava. Um maço de cigarros virado do avesso, papel higiênico, folhas de embrulho de presentes que ele recebia. Tudo ele usava como papel para escrever. Nas breves visitas de sua familia, ele pedia que trouxesses lápis e canetas para ele. Fez amizade com alguns dos guardas que o ajudavam a contrabandear os papéis para fora do presídio, que então eram guardados por sua esposa em caixas na casa dele. Depois de vinte anos de prisão e dezenas de milhares de páginas de diário, Albert Speer foi finalmente solto. Ele passou alguns anos sem mexer naqueles papéis, até que decidiu rever e organizar tudo. Editou algumas coisas, descartou outras que lhe pareceu supérfluo, datilografou tudo o que considerou importante e depois publicou o livro como sendo o “Diario Secreto de Albert Speer na prisão”, que foi um best Seller de vendas e vendeu milhões de exemplares na Alemanha e no mundo todo.

Eu li o livro todo e recomendo a todos. Apesar de ser um livro muito grosso (tem cerca de mil páginas) é um livro muito gostoso de ler, muito interessante. Nós somos envolvidos com as situações que ele vivia na prisão. A brutalidade e crueldade de alguns guardas, especialmente dos soviéticos. A generosidade dos guardas americanos, as conversas que ele tinha com seus outros colegas prisioneiros, suas memórias de antes da guerra, de episódios que ocorreram durante a guerra, suas conversas com Hitler. O problema do frio na prisão e das sopas ralas da administração soviética. Os guardas soviéticos que sempre estavam estudando algum curso por correspondência e os guardas americanos que passavam o tempo fazendo palavras cruzadas e lendo revistinha de piadas. Ele observava e comparava as atitudes dos guardas dos quatro países vencedores, que administravam a prisão na forma de revezamento, sendo um país tomando conta da prisão a cada mês. Por exemplo: em janeiro eram os guardas americanos que vigiavam os presos e eram os americanos os responsáveis pela manutençao do presidio, por fazer a comida, por fornecer o aquecimento. Em fevereiro saiam os americanos e entravam os franceses para vigiar e manter a prisão. Depois, em março, eram os soviéticos que tinham que cuidar dos presos. Então ele registrava tudo isso e as diferenças que haviam quando mudava o país que administrava a prisão. De acordo com Speer a melhor época era quando os americanos tomavam conta da prisão, porque os americanos eram mais generosos e bondosos com os prisioneiros. A comida era infinitamente melhor do que no período soviético, os cuidados médicos eram melhores e os guardas eram mais respeitosos.

Mas o que eu achei mais interessante no livro foram os vários truques que ele fazia para conseguir lápis, caneta e papel para escrever o diário. E também como ele fazia amizade com os guardas e depois pedia para que eles contrabandeassem os papéis do diário dele para entregar a familia dele que estava fora do presidio. Então vejam só, nem naquela época, nem nos anos 40, 50 e 60 uma prisão não conseguiu calar a boca de um homem indomável. Eu me pergunto o que faz uma feminista como a Lola achar que hoje em dia, uma prisão poderia fazer calar a boca de um blogueiro masculinista? Hoje em dia até com telefones celulares é possivel se conectar com a internet e publicar artigos em blogs. Além disso, nos presidios, em alguns lugares e horários é possivel acessar a internet. E mesmo que não fosse, o que impediria um preso de escrever os artigos em pedaços de papel higiênico e depois entregá-lo para amigos e familiares fora da prisão publicar os artigos nos blogues e sites? Exatamente como Albert Speer fez? Nem se a Lola nos matasse, nem assim ela conseguiria nos fazer calar, porque matar foi justamente a solução que os sacerdotes judeus deram para o problema das pregações de Jesus Cristo e vejam só o resultado. Quer dizer, adiantou alguma coisa crucificar Jesus Cristo? Isso calou a voz da Justiça e da verdade? Mas aquela turma comunista do mal, da qual a Lola é o estereótipo perfeito, sempre acredita que vai conseguir calar a boca dos que discordam dela usando da força, da violência, da truculência, das prisões, dos processos e da crucificação. Nunca ocorre para feministas como a Lola a hipótese de que a melhor solução é a solução da Constituição americana: a liberdade de expressão. Ou como Voltaire disse: Posso não concordar com nenhuma das palavras que você diz; mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las.

Por que a feminista Lola vive mendigando para a Polica Federal prender blogueiros anti-feministas? É porque a Lola não acredita em liberdade de expressão. Na cabecinha da Lola, só ela tem o direito de se expressar e os homens só tem o direito dos presos: o de ficarem calados, porque tudo o que disserem pode e será usado contra você no tribunal feminista de inquisição. E olha, mesmo que ela consiga perverter a justiça e mandar todos os masculinistas para a cadeia, os nossos blogs, sites e livros continuarão a circular na internet e continuarão a infectar cada vez mais pessoas contra o feminismo.

E eu digo mais: mesmo que todos os masculinistas sejam presos, ainda assim os sites continuarão a ser atualizados regularmente. Porque conforme nos provou o diário de Albert Speer na prisão, nenhuma grade ou cela é capaz de aprisionar um espírito humano livre. Nós, antifeministas, viemos para ficar e as feministas como a Lola vão ter que aprender a conviver conosco. Como diria o Zagallo: Elas vão ter que me engolir!!!!

 


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